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NOVOS CRITÉRIOS NA SELEÇÃO DE DADORES DE SANGUE

2026, Aug 12
Federação
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Idade: dos 17 anos aos 70 anos (17 aos 18 acompanhados pelo tutor)

 

Primeira Dádiva - o limite de idade para a primeira dádiva que até agora era de 60 anos, deixa de existir, passando a aprovação para a dádiva a depender de critério do médico do serviço de sangue.

 

Aumento do limite da idade para a dádiva - Os Dadores regulares e saudáveis poderão continuar a dar sangue até aos 70 anos, desde que sejam submetidos a avaliação médica individual.

 

Cessação de Impedimento definito para as seguintes situações:

 

Ter residido no Reino Unido entre 1980 e 1996.

 

Ter recebido uma transfusão sanguínea depois de 1980 (os candidatos à dádiva que tenham sido transfundidos devem aguardar 120 dias).

 

Impedimento temporário:

 

Deixa de existir o período de suspensão para o Vírus do Nilo Ocidental (WNV), pela disponibilização de TAN (Teste de Ácidos Nucleicos) individual por parte do IPST.

 

Ingestão de Alimentos:

 

Deixa de ser impeditivo para a dádiva, a ingestão de qualquer refeição leve, não sendo obrigatório aguardar a digestão, desde que não exista sensação de enfartamento após a refeição.

 

Cirurgia Bariátrica:

 

A pessoa candidata à dádiva de sangue que se submeteu a Sleeve ou By-pass, poderá dar sangue após 180 dias da intervenção cirúrgica se:

  • Tiver valores de Hemoglobina dentro dos limites aceite

(homem ≥13,5 g/dL; mulher ≥ 12,5g/dL);

  • Se não tem repercussão fisiológica da cirurgia, nomeadamente:
  • peso estabilizado;
  • Sem deficit de ferro, vitamina B12, folato, cálcio e vitamina D. Para a verificação destes parâmetros terá de fazer acompanhar-se de análises recentes).

 

Evite DESLOCAÇÕES DESNECESSÁRIAS, já pode preencher online, é simples e rápido, o questionário de autoavaliação em www.ipst.pt | (https://plataforma.dadiva.ipst.pt/donor/blood/self-assessment)

 

 

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NÃO PODE EXISTIR DISCRIMINAÇÃO ENTRE DADORES DE SANGUE, SEJA PELA IDADE, SEJA PELO LOCAL ONDE REALIZAM A SUA DÁDIVA

FEPODABES EXIGE IGUALDADE NO TRATAMENTO DOS DADORES DE SANGUE E QUESTIONA ACESSO À CAMPANHA MOVY JOVEM A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue — FEPODABES manifesta o seu mais veemente protesto perante situações que suscitam sérias preocupações quanto à igualdade de tratamento dos dadores de sangue e à forma como determinadas campanhas e incentivos são disponibilizados pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P. (IPST, I.P.).Todos os dadores são iguais no momento em que estendem o braço para dar sangue. São iguais no altruísmo do seu gesto, na solidariedade que demonstram e na importância que representam para o Serviço Nacional de Saúde. Por isso, devem também ser tratados com o mesmo respeito, consideração e igualdade de oportunidades.A FEPODABES defende a criação e valorização de incentivos capazes de promover a dádiva benévola de sangue entre pessoas saudáveis dos 17 aos 70 anos. Contudo, esses incentivos devem respeitar obrigatoriamente os princípios da igualdade, equidade, transparência e não discriminação.“Não defendemos privilégios para uns em prejuízo de outros. Defendemos que todos os dadores sejam tratados com a mesma dignidade e o mesmo respeito”, A FEPODABES considera ainda que a eventual existência de uma parceria ou acordo com outra entidade para a concretização de iniciativas ou incentivos não pode afastar a responsabilidade institucional do IPST, I.P., enquanto entidade pública com responsabilidades no sistema nacional da dádiva de sangue.CAMPANHA MOVY JOVEM LEVANTA SÉRIAS QUESTÕESSegundo informação transmitida à FEPODABES, existem jovens que, apesar de se deslocarem a postos de colheita de sangue, incluindo hospitais e sessões móveis, não estarão a ter acesso às mesmas condições ou benefícios associados à campanha MOVY JOVEM, estamos perante uma diferença de tratamento entre jovens que praticam exatamente o mesmo gesto voluntário e altruísta: dar sangue.Para a Federação, esta questão é particularmente preocupante porque envolve jovens que estão a entrar no movimento da dádiva de sangue e que demonstram vontade de continuar ligados a esta causa. “Se queremos captar, motivar e fidelizar novos dadores, não podemos permitir que um jovem que realiza a sua primeira dádiva seja confrontado com falta de informação, ausência de resposta ou procedimentos pouco claros”, O LOCAL DA DÁDIVA NÃO PODE DETERMINAR O TRATAMENTO DO DADORA Federação questiona, em particular, a existência de diferenças entre os jovens que dão sangue diretamente nos Centros de Sangue e Transplantação de Lisboa, Coimbra e Porto e aqueles que dão sangue em hospitais, sessões móveis ou outros postos de colheita.Para a FEPODABES, qualquer diferenciação injustificada é inaceitável,o local onde um cidadão dá sangue não pode determinar o valor do seu gesto solidário, nem condicionar o seu acesso a uma campanha destinada aos dadores.O DADOR MERECE O MESMO RESPEITONão podemos aceitar que um jovem seja tratado de determinada forma por dar sangue num Centro de Sangue e Transplantação — Porto, Coimbra ou Lisboa — e outro seja tratado de forma diferente por realizar exatamente a mesma dádiva num hospital ou numa sessão móvel.“NÃO ESTAMOS A PEDIR PRIVILÉGIOS. ESTAMOS A EXIGIR IGUALDADE.”A Federação alerta que situações de falta de informação, ausência de resposta ou tratamento diferenciado podem ter consequências particularmente negativas na captação e fidelização de novos dadores.Um jovem que dá sangue pela primeira vez deve ser acolhido, esclarecido, valorizado e incentivado a regressar. Não pode ser confrontado com dúvidas, procedimentos pouco claros ou diferenças de tratamento em função do local onde decidiu praticar o seu gesto solidário.A dádiva de sangue deve ser promovida com respeito, igualdade, transparência e organização.A FEPODABES considera que o silêncio do Conselho Diretivo do IPST perante estas questões não contribui para esclarecer os dadores, nem para preservar a confiança indispensável entre o Instituto, o movimento associativo e aqueles que voluntariamente dão o seu sangue.“A confiança constrói-se com transparência, diálogo e respeito. Quando não existem respostas e a transparência desaparece, essa confiança fica seriamente comprometida. Os dadores de sangue merecem respostas, e a FEPODABES não deixará de as  
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ALGO ESTÁ MAL. É URGENTE INTERVIR.

Dádiva de sangue em Portugal: falta uma estratégia — e falta uma voz Nas últimas semanas tem-se verificado uma diminuição significativa da comparência dos dadores de sangue. O calor extremo e o período de férias de verão provocam, todos os anos, uma redução acentuada das dádivas. As elevadas temperaturas e a desidratação associada afastam muitos dadores habituais, dificultando a reposição das reservas de sangue.Estamos perante uma situação muito preocupante. Todos os verões assistimos a uma diminuição das dádivas de sangue, mas este ano o problema é agravado pelas dificuldades na resposta operacional, colocando em risco a estabilidade das reservas nacionais."Portugal necessita, em média, de cerca de 1.100 unidades de sangue por dia para responder às necessidades dos hospitais. Não existe forma de fabricar sangue em laboratório nem perspetiva de que isso aconteça num futuro próximo. Cada unidade transfundida depende exclusivamente do gesto voluntário e altruísta de um dador.Todos os verões, a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) alerta para a previsível diminuição das reservas. Contudo, o problema que hoje pretende colocar na agenda pública vai muito além da sazonalidade.O verdadeiro problema reside na ausência de uma estratégia nacional consistente para a dádiva de sangue.O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), entidade responsável por garantir o abastecimento de sangue ao Serviço Nacional de Saúde e ao setor privado, enfrenta dificuldades estruturais que comprometem a sua capacidade de resposta. A escassez de recursos humanos, as limitações financeiras e a reduzida capacidade de intervenção dificultam o planeamento e a gestão de um setor absolutamente essencial para o funcionamento do sistema de saúde.Recentemente, o Sindicato dos Médicos do Norte denunciou publicamente as condições de trabalho existentes no Centro de Sangue e da Transplantação do Porto, referindo semanas de trabalho entre 52 e 64 horas, sem remuneração das horas suplementares e sem o cumprimento dos períodos mínimos de descanso, tendo solicitado a intervenção da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e da Ministra da Saúde.Embora o IPST tenha explicado esta situação como resultante de uma reorganização interna dos recursos humanos, é inegável que o Instituto enfrenta sérias dificuldades no recrutamento e retenção de médicos especializados, realidade evidenciada também pelos concursos que ficaram desertos por falta de candidatos.A estas dificuldades junta-se uma situação financeira preocupante. Os hospitais acumulam dívidas de dezenas de milhões de euros ao IPST relativas ao fornecimento de sangue e componentes sanguíneos. Esta realidade limita significativamente a capacidade do Instituto para investir, contratar profissionais, renovar equipamentos e planear a médio e longo prazo.A FEPODABES tem vindo, há vários anos, a alertar sucessivamente o Ministério da Saúde, o IPST e os diferentes grupos parlamentares para estes problemas, propondo diversas soluções concretas destinadas a melhorar a capacidade de resposta do sistema.Entre essas propostas encontram-se:Reforço das equipas de colheita;Alargamento dos horários de recolha durante os meses de verão;Melhor aproveitamento da colaboração das Associações e Grupos de Dadores de Sangue;Maior valorização dos profissionais da medicina transfusional;Reforço das campanhas permanentes de sensibilização.Infelizmente, muitas destas propostas continuam sem resposta ou não foram implementadas.Entretanto, continuam a verificar-se cancelamentos de sessões de colheita previamente planeadas, dificuldades em garantir equipas suficientes e uma redução da capacidade de recolha precisamente na época em que o país mais necessita de sangue.A FEPODABES reafirma aquilo que há muito defende:O problema não é a falta de dadores.O problema é a falta de capacidade para recolher o sangue que os portugueses estão disponíveis para oferecer.Esta realidade tem consequências muito concretas.Um doente oncológico, um acidentado grave, uma criança submetida a cirurgia ou uma mulher com hemorragia pós-parto dependem da existência de sangue disponível no momento certo.Cada sessão cancelada, cada profissional em exaustão e cada atraso na reposição das reservas representa um risco acrescido para os doentes e para o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde.Portugal necessita urgentemente de uma verdadeira política nacional para a dádiva de sangueEssa política passa obrigatoriamente por:Reforçar os recursos humanos do IPST;Valorizar adequadamente os profissionais da medicina transfusional;Dotar o IPST de maior autonomia operacional e financeira;Garantir que os hospitais liquidem atempadamente as dívidas ao Instituto;Alargar os horários de colheita nos períodos críticos;Desenvolver campanhas permanentes de sensibilização dirigidas à população;Criar incentivos à dádiva benévola de sangue;Valorizar e apoiar o trabalho desenvolvido pelas Associações e Grupos de Dadores de Sangue.A FEPODABES continuará a representar os milhares de cidadãos que, de forma voluntária, regular e altruísta, dão sangue para salvar vidas.Chegou o momento de o Ministério da Saúde, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação e os hospitais assumirem plenamente as suas responsabilidades.Não faltam dadores.Não falta solidariedade.Falta capacidade de resposta.APELO À POPULAÇÃOAs reservas de sangue encontram-se atualmente em níveis preocupantes, comprometendo a capacidade de resposta às necessidades dos hospitais portugueses.Se tem entre 17 e 70 anos, está saudável e reúne condições para dar sangue, faça-o com urgência.Uma única dádiva pode salvar até três vidas.Cada dador que comparece representa uma esperança para quem aguarda uma transfusão. Hoje, mais do que nunca, todos podemos fazer a diferença.