NÃO PODE EXISTIR DISCRIMINAÇÃO ENTRE DADORES DE SANGUE, SEJA PELA IDADE, SEJA PELO LOCAL ONDE REALIZAM A SUA DÁDIVA
FEPODABES EXIGE IGUALDADE NO TRATAMENTO DOS DADORES DE SANGUE E QUESTIONA ACESSO À CAMPANHA MOVY JOVEM
A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue — FEPODABES manifesta o seu mais veemente protesto perante situações que suscitam sérias preocupações quanto à igualdade de tratamento dos dadores de sangue e à forma como determinadas campanhas e incentivos são disponibilizados pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P. (IPST, I.P.).
Todos os dadores são iguais no momento em que estendem o braço para dar sangue. São iguais no altruísmo do seu gesto, na solidariedade que demonstram e na importância que representam para o Serviço Nacional de Saúde. Por isso, devem também ser tratados com o mesmo respeito, consideração e igualdade de oportunidades.
A FEPODABES defende a criação e valorização de incentivos capazes de promover a dádiva benévola de sangue entre pessoas saudáveis dos 17 aos 70 anos. Contudo, esses incentivos devem respeitar obrigatoriamente os princípios da igualdade, equidade, transparência e não discriminação.
“Não defendemos privilégios para uns em prejuízo de outros. Defendemos que todos os dadores sejam tratados com a mesma dignidade e o mesmo respeito”,
A FEPODABES considera ainda que a eventual existência de uma parceria ou acordo com outra entidade para a concretização de iniciativas ou incentivos não pode afastar a responsabilidade institucional do IPST, I.P., enquanto entidade pública com responsabilidades no sistema nacional da dádiva de sangue.
CAMPANHA MOVY JOVEM LEVANTA SÉRIAS QUESTÕES
Segundo informação transmitida à FEPODABES, existem jovens que, apesar de se deslocarem a postos de colheita de sangue, incluindo hospitais e sessões móveis, não estarão a ter acesso às mesmas condições ou benefícios associados à campanha MOVY JOVEM, estamos perante uma diferença de tratamento entre jovens que praticam exatamente o mesmo gesto voluntário e altruísta: dar sangue.
Para a Federação, esta questão é particularmente preocupante porque envolve jovens que estão a entrar no movimento da dádiva de sangue e que demonstram vontade de continuar ligados a esta causa.
“Se queremos captar, motivar e fidelizar novos dadores, não podemos permitir que um jovem que realiza a sua primeira dádiva seja confrontado com falta de informação, ausência de resposta ou procedimentos pouco claros”,
O LOCAL DA DÁDIVA NÃO PODE DETERMINAR O TRATAMENTO DO DADOR
A Federação questiona, em particular, a existência de diferenças entre os jovens que dão sangue diretamente nos Centros de Sangue e Transplantação de Lisboa, Coimbra e Porto e aqueles que dão sangue em hospitais, sessões móveis ou outros postos de colheita.
Para a FEPODABES, qualquer diferenciação injustificada é inaceitável,o local onde um cidadão dá sangue não pode determinar o valor do seu gesto solidário, nem condicionar o seu acesso a uma campanha destinada aos dadores.
O DADOR MERECE O MESMO RESPEITO
Não podemos aceitar que um jovem seja tratado de determinada forma por dar sangue num Centro de Sangue e Transplantação — Porto, Coimbra ou Lisboa — e outro seja tratado de forma diferente por realizar exatamente a mesma dádiva num hospital ou numa sessão móvel.
“NÃO ESTAMOS A PEDIR PRIVILÉGIOS. ESTAMOS A EXIGIR IGUALDADE.”
A Federação alerta que situações de falta de informação, ausência de resposta ou tratamento diferenciado podem ter consequências particularmente negativas na captação e fidelização de novos dadores.
Um jovem que dá sangue pela primeira vez deve ser acolhido, esclarecido, valorizado e incentivado a regressar. Não pode ser confrontado com dúvidas, procedimentos pouco claros ou diferenças de tratamento em função do local onde decidiu praticar o seu gesto solidário.
A dádiva de sangue deve ser promovida com respeito, igualdade, transparência e organização.
A FEPODABES considera que o silêncio do Conselho Diretivo do IPST perante estas questões não contribui para esclarecer os dadores, nem para preservar a confiança indispensável entre o Instituto, o movimento associativo e aqueles que voluntariamente dão o seu sangue.
“A confiança constrói-se com transparência, diálogo e respeito. Quando não existem respostas e a transparência desaparece, essa confiança fica seriamente comprometida. Os dadores de sangue merecem respostas, e a FEPODABES não deixará de as