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Como Organizar uma sessão de colheita

2026, Aug 25
Federação
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Contacte a FEPODABES – Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue. Este contacto pode ser feito por telefone 910696032  ou email direcao@fepodabes.pt. Envie o nome da sua instituição, contactos e número de candidatos à dádiva e outras informações que considere relevantes para a realização da Sessão de Colheita, como por exemplo data e horário pretendido.

Será posteriormente contactado pela FEPODABES, que o informará das condições de viabilização da ação. Caso haja uma resposta positiva de ambas as partes, será marcada uma visita às vossas instalações com um profissional da Promoção da Dádiva.

Nesta reunião, será acordado a data, horário e ainda avaliadas as condições de espaço. Durante este encontro será, também, articulada toda a logística, bem como a estratégia de divulgação junto dos potenciais dadores.

 

Condições para organizar uma colheita conjunta

Dádiva de Sangue / inscrição CEDACE

 

Para esta ser possível é necessário um espaço funcional e possuir as seguintes características:

·        Visível e de fácil acesso aos dadores;

·        Arejado, amplo e bem iluminado (40m2);

·        Possibilidade de diferentes valências para inscrição, triagem, zona de colheita e ainda um espaço reservada à pequena refeição pós-dádiva. A triagem clínica requer um espaço independente, junto ao local de colheita (condição preferencial);

Inscrição de Dadores: existência de 2 mesas, 4 cadeiras e tomada elétrica para computadores portáteis;

Triagem Clínica: existência de 1 mesa, 2 cadeiras e tomada elétrica para computadores portáteis. O local definido tem que garantir a privacidade da entrevista. Pode-se recorrer a biombos.

Colheita de Sangue: existência de 2 mesas, 2 cadeiras e tomada elátrica para computadores portáteis. É importante que o chão seja lavável. Esta é a fase da Sessão de Colheita que requer mais espaço.

Pequena Refeição: 2 mesas, 4 a 6 cadeiras e tomada de corrente elétrica.

·        Chão lavável (condição preferencial);

·        Vários pontos de luz;

·        Instalações sanitárias próximas;

·        Disponibilidade de mesas e cadeiras.

A dimensão do espaço, bem como o número de mesas e cadeiras, pode variar de acordo com a previsão de candidatos à dádiva. Caso não disponha de espaço físico o Centro de Sangue e da Transplantação disponibiliza uma Unidade Móvel.

 

Requisitos para colocação de Unidade Móvel

Quando se verificar inviável a organização de uma Sessão de Colheita em espaço físico cedido pela instituição organizadora, ou, se considere mais benéfico dispor de uma Unidade Móvel, poderá optar-se pela organização de uma Sessão de Colheita em espaço público com recurso a Unidade Móvel

 

Características da Unidade Móvel

·        10.70m | 3.30m | 2.55m

·        Peso 18 t (peso bruto)

Requisitos do local de estacionamento:

·        Espaço (dimensão da viatura)

·        Pavimento (peso)

·        Acessibilidade (manobras)

·        Instalações sanitárias próximas

·        Estacionamento lado direito/portas

·        Visibilidade

·        Acesso a corrente elétrica (a menos 80m)

·        Exposição solar (Verão)

 

Os potenciais dadores deverão, sempre, dirigir-se ao local da inscrição devidamente identificados e cumprir os seguintes requisitos:

  • Dádiva de Sangue

·        Idade compreendida entre os 18 e 65 anos (as pessoas candidatas com 17 anos podem fazê-lo mediante consentimento dos pais/e ou em caso de emancipação por casamento de acordo com o estabelecido na lei);

·        Ter hábitos de vida saudáveis;

·        Ter peso igual ou superior a 50kg;

·        Não estar em jejum nem no período da digestão;

·        Não ter recebido transfuões de sangue desde 1980.

 

  • Inscrições do CEDACE

·        Idade compreendida entre os 18 e os 35 anos;

·        Peso igual ou superior a 50kg, e altura igual ou superior a 1,50m;

·        Não estar em jejum;

·        Não ter recebido transfusões de sangue desde 1980;

·        Não ser portador de doenças crónicas ou auto-imunes.

 

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NÃO PODE EXISTIR DISCRIMINAÇÃO ENTRE DADORES DE SANGUE, SEJA PELA IDADE, SEJA PELO LOCAL ONDE REALIZAM A SUA DÁDIVA

FEPODABES EXIGE IGUALDADE NO TRATAMENTO DOS DADORES DE SANGUE E QUESTIONA ACESSO À CAMPANHA MOVY JOVEM A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue — FEPODABES manifesta o seu mais veemente protesto perante situações que suscitam sérias preocupações quanto à igualdade de tratamento dos dadores de sangue e à forma como determinadas campanhas e incentivos são disponibilizados pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P. (IPST, I.P.).Todos os dadores são iguais no momento em que estendem o braço para dar sangue. São iguais no altruísmo do seu gesto, na solidariedade que demonstram e na importância que representam para o Serviço Nacional de Saúde. Por isso, devem também ser tratados com o mesmo respeito, consideração e igualdade de oportunidades.A FEPODABES defende a criação e valorização de incentivos capazes de promover a dádiva benévola de sangue entre pessoas saudáveis dos 17 aos 70 anos. Contudo, esses incentivos devem respeitar obrigatoriamente os princípios da igualdade, equidade, transparência e não discriminação.“Não defendemos privilégios para uns em prejuízo de outros. Defendemos que todos os dadores sejam tratados com a mesma dignidade e o mesmo respeito”, A FEPODABES considera ainda que a eventual existência de uma parceria ou acordo com outra entidade para a concretização de iniciativas ou incentivos não pode afastar a responsabilidade institucional do IPST, I.P., enquanto entidade pública com responsabilidades no sistema nacional da dádiva de sangue.CAMPANHA MOVY JOVEM LEVANTA SÉRIAS QUESTÕESSegundo informação transmitida à FEPODABES, existem jovens que, apesar de se deslocarem a postos de colheita de sangue, incluindo hospitais e sessões móveis, não estarão a ter acesso às mesmas condições ou benefícios associados à campanha MOVY JOVEM, estamos perante uma diferença de tratamento entre jovens que praticam exatamente o mesmo gesto voluntário e altruísta: dar sangue.Para a Federação, esta questão é particularmente preocupante porque envolve jovens que estão a entrar no movimento da dádiva de sangue e que demonstram vontade de continuar ligados a esta causa. “Se queremos captar, motivar e fidelizar novos dadores, não podemos permitir que um jovem que realiza a sua primeira dádiva seja confrontado com falta de informação, ausência de resposta ou procedimentos pouco claros”, O LOCAL DA DÁDIVA NÃO PODE DETERMINAR O TRATAMENTO DO DADORA Federação questiona, em particular, a existência de diferenças entre os jovens que dão sangue diretamente nos Centros de Sangue e Transplantação de Lisboa, Coimbra e Porto e aqueles que dão sangue em hospitais, sessões móveis ou outros postos de colheita.Para a FEPODABES, qualquer diferenciação injustificada é inaceitável,o local onde um cidadão dá sangue não pode determinar o valor do seu gesto solidário, nem condicionar o seu acesso a uma campanha destinada aos dadores.O DADOR MERECE O MESMO RESPEITONão podemos aceitar que um jovem seja tratado de determinada forma por dar sangue num Centro de Sangue e Transplantação — Porto, Coimbra ou Lisboa — e outro seja tratado de forma diferente por realizar exatamente a mesma dádiva num hospital ou numa sessão móvel.“NÃO ESTAMOS A PEDIR PRIVILÉGIOS. ESTAMOS A EXIGIR IGUALDADE.”A Federação alerta que situações de falta de informação, ausência de resposta ou tratamento diferenciado podem ter consequências particularmente negativas na captação e fidelização de novos dadores.Um jovem que dá sangue pela primeira vez deve ser acolhido, esclarecido, valorizado e incentivado a regressar. Não pode ser confrontado com dúvidas, procedimentos pouco claros ou diferenças de tratamento em função do local onde decidiu praticar o seu gesto solidário.A dádiva de sangue deve ser promovida com respeito, igualdade, transparência e organização.A FEPODABES considera que o silêncio do Conselho Diretivo do IPST perante estas questões não contribui para esclarecer os dadores, nem para preservar a confiança indispensável entre o Instituto, o movimento associativo e aqueles que voluntariamente dão o seu sangue.“A confiança constrói-se com transparência, diálogo e respeito. Quando não existem respostas e a transparência desaparece, essa confiança fica seriamente comprometida. Os dadores de sangue merecem respostas, e a FEPODABES não deixará de as  
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 A FEPODABES – Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue manifesta a sua profunda discordância perante a decisão do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) de, pelo segundo ano consecutivo, atribuir dormidas gratuitas em Pousadas da Juventude exclusivamente a dadores de sangue entre os 18 e os 30 anos.Esta medida representa uma discriminação inaceitável baseada na idade. Não existem dadores de primeira e dadores de segunda. Todos praticam o mesmo gesto voluntário, benévolo e altruísta e, por isso, todos devem ser tratados com igual dignidade, respeito e reconhecimento.A FEPODABES não pode aceitar que o IPST continue a rejeitar medidas estruturais de valorização dos dadores de sangue, como o direito à dispensa de serviço no dia da dádiva, o reforço dos incentivos previstos na lei e uma verdadeira política nacional de promoção da dádiva, mas, ao mesmo tempo, recorra a benefícios dirigidos apenas a uma faixa etária quando necessita urgentemente de aumentar as reservas de sangue.Esta posição revela uma preocupante falta de coerência. Quando se trata de reconhecer direitos dos dadores, o IPST considera que não devem existir incentivos. Contudo, quando as reservas diminuem e a necessidade de sangue aumenta, já admite oferecer benefícios, desde que apenas a alguns.Importa recordar que o movimento associativo de dadores de sangue continua a ser responsável por cerca de 70% das dádivas de sangue realizadas em Portugal, desempenhando um papel determinante na resposta às necessidades dos doentes. Apesar disso, as associações continuam sem o reconhecimento institucional, o respeito e o apoio que legitimamente merecem.A FEPODABES considera que esta estratégia evidencia a ausência de uma política séria, coerente e inclusiva para a promoção da dádiva benévola de sangue. Em vez de unir os dadores, cria divisões; em vez de valorizar todos, estabelece critérios discriminatórios.A Federação exige que o IPST reveja esta decisão e adote políticas que respeitem o princípio da igualdade entre todos os dadores de sangue, independentemente da sua idade, condição social ou local de residência.A solidariedade não tem idade. A dádiva de sangue também não.A FEPODABES continuará a denunciar todas as decisões que promovam desigualdades entre dadores e continuará a defender os direitos de todos aqueles que, de forma voluntária e altruísta, ajudam diariamente a salvar vidas.Todos os dadores são iguais. Todos merecem o mesmo respeito. 
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ALGO ESTÁ MAL. É URGENTE INTERVIR.

Dádiva de sangue em Portugal: falta uma estratégia — e falta uma voz Nas últimas semanas tem-se verificado uma diminuição significativa da comparência dos dadores de sangue. O calor extremo e o período de férias de verão provocam, todos os anos, uma redução acentuada das dádivas. As elevadas temperaturas e a desidratação associada afastam muitos dadores habituais, dificultando a reposição das reservas de sangue.Estamos perante uma situação muito preocupante. Todos os verões assistimos a uma diminuição das dádivas de sangue, mas este ano o problema é agravado pelas dificuldades na resposta operacional, colocando em risco a estabilidade das reservas nacionais."Portugal necessita, em média, de cerca de 1.100 unidades de sangue por dia para responder às necessidades dos hospitais. Não existe forma de fabricar sangue em laboratório nem perspetiva de que isso aconteça num futuro próximo. Cada unidade transfundida depende exclusivamente do gesto voluntário e altruísta de um dador.Todos os verões, a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) alerta para a previsível diminuição das reservas. Contudo, o problema que hoje pretende colocar na agenda pública vai muito além da sazonalidade.O verdadeiro problema reside na ausência de uma estratégia nacional consistente para a dádiva de sangue.O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), entidade responsável por garantir o abastecimento de sangue ao Serviço Nacional de Saúde e ao setor privado, enfrenta dificuldades estruturais que comprometem a sua capacidade de resposta. A escassez de recursos humanos, as limitações financeiras e a reduzida capacidade de intervenção dificultam o planeamento e a gestão de um setor absolutamente essencial para o funcionamento do sistema de saúde.Recentemente, o Sindicato dos Médicos do Norte denunciou publicamente as condições de trabalho existentes no Centro de Sangue e da Transplantação do Porto, referindo semanas de trabalho entre 52 e 64 horas, sem remuneração das horas suplementares e sem o cumprimento dos períodos mínimos de descanso, tendo solicitado a intervenção da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e da Ministra da Saúde.Embora o IPST tenha explicado esta situação como resultante de uma reorganização interna dos recursos humanos, é inegável que o Instituto enfrenta sérias dificuldades no recrutamento e retenção de médicos especializados, realidade evidenciada também pelos concursos que ficaram desertos por falta de candidatos.A estas dificuldades junta-se uma situação financeira preocupante. Os hospitais acumulam dívidas de dezenas de milhões de euros ao IPST relativas ao fornecimento de sangue e componentes sanguíneos. Esta realidade limita significativamente a capacidade do Instituto para investir, contratar profissionais, renovar equipamentos e planear a médio e longo prazo.A FEPODABES tem vindo, há vários anos, a alertar sucessivamente o Ministério da Saúde, o IPST e os diferentes grupos parlamentares para estes problemas, propondo diversas soluções concretas destinadas a melhorar a capacidade de resposta do sistema.Entre essas propostas encontram-se:Reforço das equipas de colheita;Alargamento dos horários de recolha durante os meses de verão;Melhor aproveitamento da colaboração das Associações e Grupos de Dadores de Sangue;Maior valorização dos profissionais da medicina transfusional;Reforço das campanhas permanentes de sensibilização.Infelizmente, muitas destas propostas continuam sem resposta ou não foram implementadas.Entretanto, continuam a verificar-se cancelamentos de sessões de colheita previamente planeadas, dificuldades em garantir equipas suficientes e uma redução da capacidade de recolha precisamente na época em que o país mais necessita de sangue.A FEPODABES reafirma aquilo que há muito defende:O problema não é a falta de dadores.O problema é a falta de capacidade para recolher o sangue que os portugueses estão disponíveis para oferecer.Esta realidade tem consequências muito concretas.Um doente oncológico, um acidentado grave, uma criança submetida a cirurgia ou uma mulher com hemorragia pós-parto dependem da existência de sangue disponível no momento certo.Cada sessão cancelada, cada profissional em exaustão e cada atraso na reposição das reservas representa um risco acrescido para os doentes e para o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde.Portugal necessita urgentemente de uma verdadeira política nacional para a dádiva de sangueEssa política passa obrigatoriamente por:Reforçar os recursos humanos do IPST;Valorizar adequadamente os profissionais da medicina transfusional;Dotar o IPST de maior autonomia operacional e financeira;Garantir que os hospitais liquidem atempadamente as dívidas ao Instituto;Alargar os horários de colheita nos períodos críticos;Desenvolver campanhas permanentes de sensibilização dirigidas à população;Criar incentivos à dádiva benévola de sangue;Valorizar e apoiar o trabalho desenvolvido pelas Associações e Grupos de Dadores de Sangue.A FEPODABES continuará a representar os milhares de cidadãos que, de forma voluntária, regular e altruísta, dão sangue para salvar vidas.Chegou o momento de o Ministério da Saúde, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação e os hospitais assumirem plenamente as suas responsabilidades.Não faltam dadores.Não falta solidariedade.Falta capacidade de resposta.APELO À POPULAÇÃOAs reservas de sangue encontram-se atualmente em níveis preocupantes, comprometendo a capacidade de resposta às necessidades dos hospitais portugueses.Se tem entre 17 e 70 anos, está saudável e reúne condições para dar sangue, faça-o com urgência.Uma única dádiva pode salvar até três vidas.Cada dador que comparece representa uma esperança para quem aguarda uma transfusão. 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