Notícia / FEPODABES EXIGE RESPONSABILIZAÇÃO IMEDIATA E MUDANÇAS PROFUNDAS NA GESTÃO DO SANGUE EM PORTUGAL, NÃO FALTAM DADORES DE SANGU
Geral

FEPODABES EXIGE RESPONSABILIZAÇÃO IMEDIATA E MUDANÇAS PROFUNDAS NA GESTÃO DO SANGUE EM PORTUGAL, NÃO FALTAM DADORES DE SANGU

2026, Jun 08
Federação
22
0

 

Lisboa, 8 de junho de 2026Em vésperas da celebração do Dia Mundial do Dador de Sangue, assinalado a 14 de junho sob o lema «Uma gota de humanidade. Dê sangue. Salve vidas.», a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) manifesta a sua profunda preocupação com a situação das reservas de sangue em Portugal e com os sucessivos cancelamentos de colheitas de sangue previamente planeadas e aprovadas.

Esta data, que este ano será assinalada na cidade de Guimarães, onde serão homenageados diversos dadores pelo seu contributo solidário e inestimável para salvar vidas, deve também servir para uma reflexão séria sobre o estado atual do sistema nacional de sangue e sobre a necessidade de garantir uma resposta eficaz às necessidades dos doentes que dependem diariamente de transfusões sanguíneas.

A FEPODABES considera que a situação atualmente vivida, em particular no Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa, atingiu um nível de gravidade que exige uma avaliação profunda, o apuramento de responsabilidades e a adoção urgente de medidas corretivas.

«A incapacidade demonstrada no cumprimento do planeamento previamente estabelecido, associada ao cancelamento recorrente de sessões de colheita de sangue, tem prejudicado significativamente o trabalho desenvolvido pelas associações de dadores, comprometido a mobilização dos voluntários, desmotivado os dadores e colocado em causa os esforços realizados para assegurar reservas adequadas de sangue para os hospitais portugueses», afirma Alberto Mota, presidente da FEPODABES.

O movimento associativo tem cumprido integralmente a sua missão, promovendo a dádiva benévola de sangue, organizando campanhas de recolha e mobilizando milhares de cidadãos em todo o país. Contudo, este esforço perde eficácia quando as entidades responsáveis não conseguem garantir os recursos humanos, técnicos e operacionais indispensáveis à concretização das ações previamente programadas.

A Federação manifesta igualmente preocupação com situações verificadas em diversos departamentos dos Centros de Sangue e do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), onde se tem evidenciado uma insuficiente capacidade de resposta às necessidades das associações e dos dadores, comprometendo a articulação fundamental para o sucesso das campanhas de recolha.

«Perante a persistência destes problemas, a crescente perda de confiança por parte dos dadores e das associações e a ausência de soluções eficazes para inverter esta realidade, a FEPODABES considera imprescindível o apuramento de responsabilidades ao nível da gestão do sistema de sangue em Portugal», acrescenta Alberto Mota.

A FEPODABES, já por diversas vezes apresentou várias propostas ao IPST afim de encontrar solução para o atual momento (alargamento dos horários de recolha, ajustes nos modelos de atendimento,) medidas para aumentar a capacidade operacional que  nunca saíram do papel.

A FEPODABES rejeita a ideia de que a atual situação resulte da falta de solidariedade dos portugueses ou da ausência de novos dadores. As associações de dadores continuam a mobilizar milhares de cidadãos, incluindo muitos jovens, para participarem regularmente nas colheitas de sangue.

«O problema que hoje se verifica não é a falta de disponibilidade dos dadores para ajudar, mas sim a incapacidade do sistema em dar resposta às solicitações de colheitas de sangue e em garantir os meios humanos e operacionais necessários para concretizar as ações planeadas.

Quando colheitas previamente aprovadas são sucessivamente canceladas, quando associações e dadores se organizam e acabam por não poder contribuir, está-se a desperdiçar um enorme potencial de solidariedade. Não faltam dadores. Não falta vontade de ajudar. O que falta é capacidade de resposta por parte das estruturas responsáveis pela recolha de sangue.

Os portugueses continuam disponíveis para dar sangue. O que exigem é um sistema eficiente, credível e capaz de transformar essa disponibilidade em unidades de sangue que salvam vidas», refere o presidente da FEPODABES.

Os doentes não podem continuar a ser prejudicados por falhas de planeamento, insuficiência de recursos ou decisões que comprometam a disponibilidade de sangue. É urgente reforçar os recursos humanos, melhorar a capacidade operacional, assegurar o cumprimento dos planeamentos aprovados e garantir uma gestão competente, transparente e orientada para resultados.

«Portugal necessita de um sistema de sangue previsível, sustentável e preparado para responder às necessidades presentes e futuras. Os dadores merecem respeito e reconhecimento pelo seu compromisso solidário. As associações e a FEPODABES merecem ser tratadas como verdadeiros parceiros estratégicos do sistema. E os doentes portugueses merecem a garantia de que o sangue de que necessitam estará disponível quando dele precisarem», conclui Alberto Mota.

Dar sangue é salvar vidas. Os dadores e os doentes merecem respeito, compromisso, competência e responsabilidade.

 

Relacionados
Geral
+

FEPODABES EXIGE RESPONSABILIZAÇÃO IMEDIATA E MUDANÇAS PROFUNDAS NA GESTÃO DO SANGUE EM PORTUGAL, NÃO FALTAM DADORES DE SANGU

 Lisboa, 8 de junho de 2026 – Em vésperas da celebração do Dia Mundial do Dador de Sangue, assinalado a 14 de junho sob o lema «Uma gota de humanidade. Dê sangue. Salve vidas.», a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) manifesta a sua profunda preocupação com a situação das reservas de sangue em Portugal e com os sucessivos cancelamentos de colheitas de sangue previamente planeadas e aprovadas.Esta data, que este ano será assinalada na cidade de Guimarães, onde serão homenageados diversos dadores pelo seu contributo solidário e inestimável para salvar vidas, deve também servir para uma reflexão séria sobre o estado atual do sistema nacional de sangue e sobre a necessidade de garantir uma resposta eficaz às necessidades dos doentes que dependem diariamente de transfusões sanguíneas.A FEPODABES considera que a situação atualmente vivida, em particular no Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa, atingiu um nível de gravidade que exige uma avaliação profunda, o apuramento de responsabilidades e a adoção urgente de medidas corretivas.«A incapacidade demonstrada no cumprimento do planeamento previamente estabelecido, associada ao cancelamento recorrente de sessões de colheita de sangue, tem prejudicado significativamente o trabalho desenvolvido pelas associações de dadores, comprometido a mobilização dos voluntários, desmotivado os dadores e colocado em causa os esforços realizados para assegurar reservas adequadas de sangue para os hospitais portugueses», afirma Alberto Mota, presidente da FEPODABES.O movimento associativo tem cumprido integralmente a sua missão, promovendo a dádiva benévola de sangue, organizando campanhas de recolha e mobilizando milhares de cidadãos em todo o país. Contudo, este esforço perde eficácia quando as entidades responsáveis não conseguem garantir os recursos humanos, técnicos e operacionais indispensáveis à concretização das ações previamente programadas.A Federação manifesta igualmente preocupação com situações verificadas em diversos departamentos dos Centros de Sangue e do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), onde se tem evidenciado uma insuficiente capacidade de resposta às necessidades das associações e dos dadores, comprometendo a articulação fundamental para o sucesso das campanhas de recolha.«Perante a persistência destes problemas, a crescente perda de confiança por parte dos dadores e das associações e a ausência de soluções eficazes para inverter esta realidade, a FEPODABES considera imprescindível o apuramento de responsabilidades ao nível da gestão do sistema de sangue em Portugal», acrescenta Alberto Mota.A FEPODABES, já por diversas vezes apresentou várias propostas ao IPST afim de encontrar solução para o atual momento (alargamento dos horários de recolha, ajustes nos modelos de atendimento,) medidas para aumentar a capacidade operacional que  nunca saíram do papel.A FEPODABES rejeita a ideia de que a atual situação resulte da falta de solidariedade dos portugueses ou da ausência de novos dadores. As associações de dadores continuam a mobilizar milhares de cidadãos, incluindo muitos jovens, para participarem regularmente nas colheitas de sangue.«O problema que hoje se verifica não é a falta de disponibilidade dos dadores para ajudar, mas sim a incapacidade do sistema em dar resposta às solicitações de colheitas de sangue e em garantir os meios humanos e operacionais necessários para concretizar as ações planeadas.Quando colheitas previamente aprovadas são sucessivamente canceladas, quando associações e dadores se organizam e acabam por não poder contribuir, está-se a desperdiçar um enorme potencial de solidariedade. Não faltam dadores. Não falta vontade de ajudar. O que falta é capacidade de resposta por parte das estruturas responsáveis pela recolha de sangue.Os portugueses continuam disponíveis para dar sangue. O que exigem é um sistema eficiente, credível e capaz de transformar essa disponibilidade em unidades de sangue que salvam vidas», refere o presidente da FEPODABES.Os doentes não podem continuar a ser prejudicados por falhas de planeamento, insuficiência de recursos ou decisões que comprometam a disponibilidade de sangue. É urgente reforçar os recursos humanos, melhorar a capacidade operacional, assegurar o cumprimento dos planeamentos aprovados e garantir uma gestão competente, transparente e orientada para resultados.«Portugal necessita de um sistema de sangue previsível, sustentável e preparado para responder às necessidades presentes e futuras. Os dadores merecem respeito e reconhecimento pelo seu compromisso solidário. As associações e a FEPODABES merecem ser tratadas como verdadeiros parceiros estratégicos do sistema. E os doentes portugueses merecem a garantia de que o sangue de que necessitam estará disponível quando dele precisarem», conclui Alberto Mota.Dar sangue é salvar vidas. Os dadores e os doentes merecem respeito, compromisso, competência e responsabilidade. 
Geral
+

NOVOS CRITÉRIOS NA SELEÇÃO DE DADORES DE SANGUE

  Idade: dos 17 anos aos 70 anos (17 aos 18 acompanhados pelo tutor) Primeira Dádiva - o limite de idade para a primeira dádiva que até agora era de 60 anos, deixa de existir, passando a aprovação para a dádiva a depender de critério do médico do serviço de sangue.  Aumento do limite da idade para a dádiva - Os Dadores regulares e saudáveis poderão continuar a dar sangue até aos 70 anos, desde que sejam submetidos a avaliação médica individual. Cessação de Impedimento definito para as seguintes situações: Ter residido no Reino Unido entre 1980 e 1996. Ter recebido uma transfusão sanguínea depois de 1980 (os candidatos à dádiva que tenham sido transfundidos devem aguardar 120 dias). Impedimento temporário: Deixa de existir o período de suspensão para o Vírus do Nilo Ocidental (WNV), pela disponibilização de TAN (Teste de Ácidos Nucleicos) individual por parte do IPST. Ingestão de Alimentos: Deixa de ser impeditivo para a dádiva, a ingestão de qualquer refeição leve, não sendo obrigatório aguardar a digestão, desde que não exista sensação de enfartamento após a refeição. Cirurgia Bariátrica: A pessoa candidata à dádiva de sangue que se submeteu a Sleeve ou By-pass, poderá dar sangue após 180 dias da intervenção cirúrgica se:Tiver valores de Hemoglobina dentro dos limites aceite(homem ≥13,5 g/dL; mulher ≥ 12,5g/dL);Se não tem repercussão fisiológica da cirurgia, nomeadamente:peso estabilizado;Sem deficit de ferro, vitamina B12, folato, cálcio e vitamina D. Para a verificação destes parâmetros terá de fazer acompanhar-se de análises recentes). Evite DESLOCAÇÕES DESNECESSÁRIAS, já pode preencher online, é simples e rápido, o questionário de autoavaliação em www.ipst.pt | (https://plataforma.dadiva.ipst.pt/donor/blood/self-assessment)